quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Por todas as nossas vidas



Depois que ela se foi, passei a ter medo do escuro e a me acostumar com ele, na falta de escolha. Passei a rezar todas as noites. E dias. E momentos. Passei a me sentir como quando eu era criança, me distraía e de repente, não a via do meu lado. O mesmo desespero e vontade de chorar por não conseguir encontrá-la. Às vezes me dá uma vontade louca de vê-la a qualquer preço, a qualquer custo. A verdade é que ela levou um pedaço de mim. A maior parte. A verdade é que ela era um pedaço de mim. E não é tão fácil viver sabendo que falta uma parte insubstituível. Ela era todo o meu amor. Agora tudo é mais cinza, mais frio, mais incerto, mais vazio. Ela era a cor dos meus dias. Era minha segurança, minha garantia. Com ela, eu sabia que tudo ficaria bem. Ela era a minha esperança e a minha certeza. Ela era o meu melhor, o meu alívio. O meu grande amor. A luz da minha vida.

Te amo para sempre e além.


Por todas as nossas vidas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Embrulho de risco



“Todas as melhores coisas da vida vêm num
embrulho de risco. Você desamarra o laço e assume
o risco, como também a alegria. Paternidade/
maternidade é assim. Casamento é assim. Amizade
é assim.
Para experimentar a vida ao máximo, você
se expõe a um poço sem fundo de vulnerabilidade.
Essa é a essência do amor verdadeiro.”

(Kristin Armstrong)

domingo, 5 de outubro de 2008

Vazio

Hoje lembrei o quanto já fui feliz. Lembro que eu tinha alguns amigos no colégio. Lembro que eu e o Dudu quebramos o lustre da vovó brincando de jogar “bóia”. Lembro que me pendurava nas cortinas brincando de Tarzan e que um dia elas se despedaçaram. Lembro que fui atropelada brincando de pique-esconde na garagem. Que fui brincar de barco no mar, subindo numa tábua e fui parar lá no fundo... Que brincava de pular elástico na rua. Que aprendi a andar de bicicleta fugindo de uma barata. Que brincava de fazer comida com as folhas que eu achava na praia, lá em Angra. Que tinha medo dos E.T.s e dos espíritos das histórias que contavam em Maricá. Que fui apaixonada pelo Rodrigo e pelo Júnior e escrevia sobre eles no meu diário. Que tinha uma vizinha no prédio que vendia sacolé e eu sempre escolhia o de morango. Que tive tantas melhores amigas: Ju, Fabiana, Gab, Karine... Que meu pai comprava “guarda-chuvinhas” de chocolate para mim sempre que ia à padaria. Que eu adorava comer bala de caramelo no cinema. Que estudei num colégio público que eu amava, depois num particular que eu odiava e depois num de normalistas. Que fiz balé quinhentos anos e joguei futebol apenas por alguns. Que fiz aulas práticas de teatro no colégio e teóricas na faculdade. Que a minha mãe tinha um Chevette Marajó azul (placa WF 5937) e que foi o primeiro carro que eu dirigi. Que eu fugi para dar o meu primeiro beijo. Lembro que eu sonhava tanto e que ainda ria bastante nessa época. Lembro que eu achava que a minha vida inteira teria momentos felizes como esses. Engraçado que eu imaginava que tudo hoje fosse bem diferente do que é. Nem imaginava que o Lula fosse eleito e reeleito! Que o dólar não valeria mais tanto assim... Não imaginava que as conseqüências das merdas de agora fossem bem diferentes do que quebrar um lustre e que existem coisas que doem muito mais do que ser arrastada por um carro. Enquanto isso a vida vai me levando, como fez o mar quando eu subi na tábua para brincar de velejar... a diferença é que agora não tem nenhum irmão mais velho pra me tirar de lá... pra me tirar daqui! Nem tenho mais histórias para anotar nos diários. Vazio...

sábado, 6 de setembro de 2008

Não no seu tempo, mas no meu


Engraçado que em todos esses anos eu nunca me dei conta do que signifiquei para você. Engraçado que em todos esses anos, talvez eu nunca tenha percebido o quanto você foi e é especial para mim. Engraçado que pode passar um milhão de anos e é preciso apenas alguns minutos para você se dar conta do que não conseguiu enxergar em tanto tempo. É como se de repente passasse o efeito do "Dramin", a luz acendesse e você se desse conta do quanto você foi feliz, mas estava sonolenta demais para perceber. E ainda dizem que Deus não existe! Como não? Um momento assim só pode ser coisa de Deus... Você espera 25 anos para um dia, quando menos espera, se dar conta que sua vida não foi em vão e que pelo menos uma vez você pode ter certeza de que fez alguma escolha certa, porque a conseqüência é para o resto dos seus dias.
Engraçado como a vida é en-graça-da. "Graças" a Deus.
Eu te ... !